quarta-feira, 4 de maio de 2011

SOLITÁRIOS


Essa   proximidade, é tão distante,
Que   faz  a  imagem, um  tanto  distorcida,
Com  um  foco, quase  inexistente,
Onde  a  solidão, torna-se  uma  saída.

São  corpos  tão  unidos, porem,  sofrendo com o  frio,
Numa  ânsia  solitária,  por  calor  dos  sentimentos,
Que  sob  os  lençóis,  sentem  um  enorme vazio,
Alimentando  ainda  mais,  tamanho  tormento.

Os  olhares, são  de  inexpressivas  emoções,
Ocultando-os  a  necessidade  do  desejo.
São  proferidas  palavras, que  não  surtem  efeito,
Por  vezes  provocativas, à  espera  de  alguma  reação.

Onde  o  “eu te amo”, transformou - se  em  “bom dia”.
Caindo  numa  perigosa  e  frustrante  rotina,
Oferecendo-lhes   um  único  caminho,
Que  infelizmente, com  diferentes  destinos.

SEXTO SENTIDO


Sem  teu  amor , não  consigo  enxergar
O  brilho  do  sol ,   nem  a  luz  do  luar
Então  fico  imóvel , impossível  caminhar
Pois , não  tenho  você  pra  me  guiar.

Sua  ausência ,  é  de  ensurdecer
Sem  te  ouvir , como  vou  falar ?
  que    tua voz pode  me ajudar
A  expressar o  que sinto  por  você.

Tudo  que  eu  prove , perde o  sabor
E  tão  insípido é a  vida , sem  seu amor
Que    recupero  o  paladar
Com  seus  beijos à  me  alimentar.

Sem  você ,  tudo  perde  o aroma
Sua   fragrância  , é  forte e marcante
Que onde quer que esteja , tua  presença é gritante
E  Incitam  meus  desejos , vindo a  tona.

Enfim , longe  de  mim , fico  anestesiado
Não  sinto o que  toco , perco  o  ¨contato¨
E    tenho  de  volta o sentido  do  tato
Quando  teu corpo, esta  do  meu  lado.

sábado, 19 de março de 2011

NAUFRAGO

Rasguei  o  mar ,  a  caminho  do  "horizonte"
desbravando  milhas  nauticas , distantes
e  em  meio  as  ondas ,  pego-me a perguntar
é possível  este "horizonte" alcançar ?

Milhas e milhas ,  sinto-me a deriva
nesse  imenso  azul do mar , sem  saída
como  os  antigos  e   bravos navegadores
por  vezes errantes, porem ,  conquistadores.

Solitário nessa  rota  fria e incerta
essa  linha  imaginária , desconserta
anula  sua  bússola ,  inutiliza  seu  radar
naufragando-o , o  impedindo  navegar.

E  a  agonia  eminente , de um  naufrago  ao  mar
desespera-me  a  cada  instante, longe do  meu  lar
mas  renasce  a  esperança, e  continuo navegar
pra  quem  sabe, este "horizonte", eu  possa  alcançar.

O FIM

Hoje , não  quero  me entristecer
deixar - me  levar  por  lembranças  ruins
momentos  árduos , que  preciso  esquecer
pra  nessa  angústia  por  um  fim.

Hoje ,  não  quero  mais  chorar
e  as  lágrimas  em  meu  rosto ,  secar
a  dor  em  meu  peito ,  estancar
pra  assim   me  tranquilizar.

Não , não  quero  mais dormir e sonhar
pois ,  pra  mim , são  como  pesadelos
que  me  atormentam , e a  noite teima em  não  passar
já  que   estes  sonhos ,  só  me  trazem  medos.

quero  por  fim  a  estes  sentimentos
e  espero  que  tudo  possa  terminar
e  o  amanha , me  proporcione novos  momentos
para  que  a  paz  interior , eu  possa  alcançar.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

TEMPO PERDIDO


Desculpe,  se  por  vezes  não  te  ouvia
não  prestava  atenção no  que  me  contava
ignorava  a  tudo  que  me  dizia
triste , e desolada  então,  você  se  calava.

Desculpe ,  se  evitava  o  teu  olhar
fixados  sempre  em  minha  direção
buscando  aflitamente,  o  meu  encontrar
porem ,  inalcançáveis  à  sua  visão.

Desculpe ,  não querer  o  calor  do  teu  corpo
exposto  nu ,  e  eu  não  admira – lo
esperando  de  mim , ao  menos um  esforço
ficando  apenas  os  lençóis , por  abraça – lo.

Desculpe ,  por  não  alimentar  todo  esse  amor
e    magoar  e  ferir  esse  nobre  coração
promovendo  a  ti , muita  angustia  e  dor
levando  ao  extremo , tua  emoção.

Com  lágrimas ,  suplico ao  Senhor
que   chegue  a  ela , aí  junto  aos  anjos , esse  pedido
pois  partiste ,  levando  todo  esse  imenso  amor
por  mim  ignorado ,  e  mau  compreendido.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

FURTO


Entrei  furtivamente  em  tua  vida
Pra  tomar  de  assalto  teu  coração
Não  será  fácil  tal  investida
  que  sentimentos, por vezes, foge a  razão.

Munido  com  as artimanhas  da  paixão
Atacarei  impiedosamente,  teus  sentimentos
Pra  não  dar  tempo  ao  equilíbrio e a  razão
Em  sucumbir,  tão  ilegal  comportamento.

Seqüestrarei   os  teus   sentidos
Pra  que  não  haja  sentido  essa  exclusão
E  então você  verá,  tornar-se  um  martírio
Toda   resistência,  e  recusa,  a  esta  situação.

Ai  então, certamente, triunfarei
Ao  ver  enfim,  tua  redenção
E  assim,  preparado  estarei
Quando  você  abrir,  de  vez,  teu  coração.

TOLO VIAJANTE


Todo  tempo,  longas  caminhadas
Uma  busca,  de inexata  condição
Formam - se  trincheiras,  como  nas   batalhas
Bravas   lutas,   alienando  coração.

No  corpo,  ausência   dos  sentidos
Um  sentido,   falta  direção
Na   direção,  cobra - se  o  destino
Que   no  cansaço,  perde – se  a  noção.

Sentir – se  preso  à  elos  da corrente
Tendo  às  pontas,  pesadas   esferas
Ligado  a  um  passado,  presente
Fazendo  às  lembranças,  perpétuas.

Escaras  surgem  aos  pés  cansados
Exauridos  pelo   asfalto  escaldante
Torna - se  frustrante,  o  teu  encalço
Num  sacrifício  em  vão,  do  viajante.