Essa proximidade, é tão distante,
Que faz a imagem, um tanto distorcida,
Com um foco, quase inexistente,
Onde a solidão, torna-se uma saída.
São corpos tão unidos, porem, sofrendo com o frio,
Numa ânsia solitária, por calor dos sentimentos,
Que sob os lençóis, sentem um enorme vazio,
Alimentando ainda mais, tamanho tormento.
Os olhares, são de inexpressivas emoções,
Ocultando-os a necessidade do desejo.
São proferidas palavras, que não surtem efeito,
Por vezes provocativas, à espera de alguma reação.
Onde o “eu te amo”, transformou - se em “bom dia”.
Caindo numa perigosa e frustrante rotina,
Oferecendo-lhes um único caminho,
Que infelizmente, com diferentes destinos.