sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

FURTO


Entrei  furtivamente  em  tua  vida
Pra  tomar  de  assalto  teu  coração
Não  será  fácil  tal  investida
  que  sentimentos, por vezes, foge a  razão.

Munido  com  as artimanhas  da  paixão
Atacarei  impiedosamente,  teus  sentimentos
Pra  não  dar  tempo  ao  equilíbrio e a  razão
Em  sucumbir,  tão  ilegal  comportamento.

Seqüestrarei   os  teus   sentidos
Pra  que  não  haja  sentido  essa  exclusão
E  então você  verá,  tornar-se  um  martírio
Toda   resistência,  e  recusa,  a  esta  situação.

Ai  então, certamente, triunfarei
Ao  ver  enfim,  tua  redenção
E  assim,  preparado  estarei
Quando  você  abrir,  de  vez,  teu  coração.

TOLO VIAJANTE


Todo  tempo,  longas  caminhadas
Uma  busca,  de inexata  condição
Formam - se  trincheiras,  como  nas   batalhas
Bravas   lutas,   alienando  coração.

No  corpo,  ausência   dos  sentidos
Um  sentido,   falta  direção
Na   direção,  cobra - se  o  destino
Que   no  cansaço,  perde – se  a  noção.

Sentir – se  preso  à  elos  da corrente
Tendo  às  pontas,  pesadas   esferas
Ligado  a  um  passado,  presente
Fazendo  às  lembranças,  perpétuas.

Escaras  surgem  aos  pés  cansados
Exauridos  pelo   asfalto  escaldante
Torna - se  frustrante,  o  teu  encalço
Num  sacrifício  em  vão,  do  viajante.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Praia

Caminho pela orla da praia
e contemplo a imensidão do mar
sobre as areias escaldantes, minhas pegadas
que as ondas, teimam sequestrar.

E esse  frenético  vai e vem das ondas
limpam - me o caminho, à novas pegadas
sob o sol, perco - me nas contas
de quantas ondas, faltam - me a chegada.

A brisa eo vento, desviam - me o pensamento
e vejo ao longe, a imaginária linha do horizonte
intrigante, me confundem os sentimentos
de alcance improvável, e extremamente fascinante.

Assim, as ondas mandam em  minhas pernas
guiando - e em meio a multidão
num destino de rotas incertas
apreciando cada momento dessa emoção.

TORMENTO

Não sei mais o que  fazer
tão pouco a quem recorrer
pra chamar tua atenção
em acalar tão sofrido coração.

Um sofrimento que me atormenta
me persegue, me desconcentra
sem piedade, sem compaixão
alimentando a dor dessa solidão.

Já cometi  atrocidades sentimentais
em busca, ao menos, da tua indignação
mas, são inúteis tentativas emocionais
que não alteram essa incomoda situação.

Outras, no entanto, não fazem a diferença
mas, a tua indiferença, corròi minha existência
minando a esperança, que aos poucos está morrendo
decretando ao amor desse súdito, o falecimento.